Vozes da Nossa Terra: ouvindo e valorizando variações linguísticas
Data de criação: 11/02/2026
Habilidade BNCC
EF35LP11
Descrição da habilidade BNCC
Ouvir gravações, canções, textos falados em diferentes variedades linguísticas, identificando características regionais, urbanas e rurais da fala e respeitando as diversas variedades linguísticas como características do uso da língua por diferentes grupos regionais ou diferentes culturas locais, rejeitando preconceitos linguísticos.
Metodologia/Estratégia
- Acolhida rápida para ativar conhecimentos prévios (5 min). 2) Explicação curta e exemplo oral do professor (10 min). 3) Atividade em trio: ouvir/escutar três falas diferentes (ao vivo ou lidas pelo professor/estudantes) e registrar características (25 min). 4) Sistematização e reflexão coletiva (10 min). Estratégia em poucas etapas para focar a escuta ativa e o respeito às variedades. (Sugestões práticas baseadas em propostas pedagógicas para EF35LP11). (novaescola.org.br)
Materiais Necessários
- Caderno e lápis
- Quadro ou lousa e giz/marker
- Folhas reutilizadas (para cartaz de registro coletivo)
- Cartões pequenos com palavras/expressões (feitos com papel reaproveitado)
- Palitos ou tampinhas (para atividades de votação/agrupamento)
- Livro didático (se houver texto oral disponível)
- Voz do professor e participação oral de alunos (preferir leitura/encenação ao vivo em vez de depender de aparelhos)
Conteúdo
Teoria: Apresentar, em linguagem simples, o que é variação linguística: diferentes maneiras de falar que existem por causa da região (sotaque, palavras), do espaço (cidade/área rural) e dos grupos sociais. Explicar que nenhuma forma de falar é 'errada' e que as diferenças mostram culturas e histórias diferentes. Dar um exemplo curto (duas frases iguais com palavras diferentes) e pedir que comparem. (basenacionalcomum.mec.gov.br) Acolhida: Roda breve: o professor pergunta "Que palavra vocês falam em casa para X?" (ex.: refrigerante / guaraná / refri) — alunos falam rápido (3–4 respostas). Professor anota no quadro e mostra que várias palavras/sons existem para a mesma ideia. Atividade principal: Organizar trios. O professor lê, com variações, três pequenos trechos orais (ou convida 2 alunos para lerem): 1) fala com traços regionais (palavras locais), 2) fala urbana padrão da cidade, 3) fala de área rural (vocabulário e entonação). Cada trio recebe uma folha para anotar: palavras/sons que chamaram atenção, onde acham que a pessoa mora (região/urbana/rural) e uma palavra que acham bonita naquela fala. Depois, cada grupo compartilha 1 diferença e 1 semelhança. Ferramentas de registo: lápis e folha reutilizada; votação com tampinhas para escolher palavra favorita. Sistematização: Retomar no quadro as diferenças e semelhanças apontadas pelos grupos. Perguntar: "Por que achamos que ninguém fala certo só por falar diferente?" Finalizar com um cartaz coletivo: 'Respeito às vozes' (escrito pelos alunos) que ficará na sala.
Avaliação formativa
O professor observa e registra em uma ficha rápida (ou caderno de observação) durante três momentos: 1) Acolhida — participação e exemplos trazidos pelos alunos (mostra reconhecimento de variação). 2) Atividade principal — capacidade de identificar palavras/sons característicos e de sugerir possível contexto (regional/urbano/rural); também observar se o aluno faz comentários de desvalorização (se houver, intervir para trabalhar respeito). 3) Sistematização — quando o aluno explica, com suas palavras, por que as variações existem e assina o cartaz coletivo (mostra compreensão e postura de respeito). Relacione essas observações diretamente à habilidade EF35LP11 (ouvir e identificar variedades; respeitar e rejeitar preconceitos). (basenacionalcomum.mec.gov.br)
Adaptações pedagógicas
Nível Básico: Reduzir número de falas a duas e fornecer um roteiro com perguntas-guia (ex.: "Que palavra ouvi?" "Isso parece de cidade ou de campo?") — professor pode anotar respostas ditadas pelo aluno. Foco em reconhecimento simples de diferenças. Nível Esperado: Seguir a proposta principal: ouvir três falas, anotar diferenças/semelhanças e apresentar uma conclusão curta ao grupo. Nível Avançado: Pedir que o aluno explique possíveis razões históricas/sociais para uma das diferenças que identificou (por exemplo, origem de uma palavra) e proponha uma pequena rima ou frase usando vocabulário regional ouvido. Inclusão - Deficiência Intelectual: Usar linguagem simples, dividir tarefas em passos curtos, oferecer apoio individual durante a atividade (um adulto ou colega tutor). Reduzir texto oral e favorecer exemplos curtos e repetidos. Usar imagens ou desenhos para ligar palavras a significados. Inclusão - TEA: Prever o assento e a rotina; informar antes a sequência da aula (passo a passo escrito ou desenhado). Permitir que o aluno participe lendo ou apenas ouvindo; oferecer um papel com símbolos para indicar quando quer falar. Respeitar possíveis sensibilidades sensoriais, evitando leituras em voz muito alta. Inclusão - Ritmos de Aprendizagem: Permitir diferentes níveis de resposta: respostas orais curtas, escrita ou desenho. Organizar trios heterogêneos para que alunos mais rápidos ajudem colegas. Oferecer tempo extra para registro das observações.
Referências bibliográficas
- Base Nacional Comum Curricular (BNCC) — documento oficial sobre habilidades do componente Língua Portuguesa (consulta à habilidade EF35LP11 e orientações para oralidade). Portal oficial BNCC / MEC. (basenacionalcomum.mec.gov.br)
- Nova Escola — Planos de aula e sugestões práticas para trabalhar EF35LP11 (recursos didáticos e atividades de escuta e oralidade). (novaescola.org.br)
- bncc.digital — Exemplos de planos e atividades alinhadas à habilidade EF35LP11 (modelos adaptáveis para o Fundamental I). (bncc.digital)
- Marques, T. M. & Baronas, J. E. A. (Signum: Estudos da Linguagem) — 'Pedagogia da variação linguística: por uma abordagem heterogênea da língua a fim de minimizar o preconceito linguístico' (discussão teórica sobre práticas pedagógicas para combater o preconceito linguístico). (ojs.uel.br)
- Silva, E. F. et al. — 'O espaço que as variações linguísticas ocupam no ensino: o preconceito linguístico no ambiente escolar' (artigo com estudos de caso sobre práticas em sala de aula). (periodicos.unemat.br)